domingo, 15 de março de 2009

Pra que mentir que eu não sei o que significa mais o número 14? Fiquei afoito por um sinal, procurando você em nomes, sons, imagens. Quase disse que te odeio, então por que não ajo como tal? Por que esse sentimento estúpido é tão forte? Queria que acabasse rápido, queria olhar pra você e rir, de deboche, mas não consigo. Não sei se carrega culpa ou peso, não sei como está, com quem anda, se ainda passa mal quando bebe muito e se alguém cuida de você no meu lugar. Tem noção que não choro mais? Sabe por que? Porque seguro. Entre soluços, olhos cheios d'agua eu finjo que você não é nada pra mim, mas poxa, eu apenas finjo. Nunca me esqueço de quando falávamos que sempre íamos nos amar, será que isso é realmente verdade? Queria poder não sentir mais nada. Se eu falar que apaguei tudo que me lembra você é mentira, pra isso eu teria que estar cego. Sonhei outras vezes, sonhos tristes. Andando por esses dias, passei na porta de alguns hoteis, acho que quem estava na rua pensou: quem é aquele acenando um tchau pro hotel? Estranho... até a velhinha que vendia coco parece não ter mais graça, ela se tornou não vazia. Mas o que mais me chamou atenção foi quando passei por um banco de madeira qualquer e vi um coração desenhado nele, com umas iniciais, acho que foi feito pela ponta de uma chave.

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